quinta-feira, 15 de junho de 2017

A política como vocação - Max Weber (resumo)



Weber começa  esse  texto  com  a  seguinte  questão:  O  que  é  o  Estado?   O  Estado é detentor  do  monopólio  da  violência.  Dentre  outras  diversas  atribuições  que  lhe  é destinada,  esta  é  a   principal.  Portanto,  numa  sociedade,  o  Estado  é  o   único  que  tem  o direito  de  realizar  a  violência  de  forma  legitima.  E  se  o  Estado  perder  es se  monopólio, ele deixa de existir e se tona uma anarquia.  

Podemos  nos  questionar  o  que  leva  as  pessoas  a  obedecerem  essa  dominação. Max Weber nos traz então três fundamentos que legitimam essa dominação do  Estado. 

Primeiramente,  ele  fala  do  poder  tradicional.  Nos  submetemos  a  uma determinada  autoridade  por  questão  de  tradição,  pelo  hábito.  Por  exemplo  numa monarquia que um rei tem como sucessor seu filho. 

Há  também  o  poder  carismático,  a  obediência  a  um  líder  se  dá  por  ele  ser  um mágico,  por   ter  poderes  especiais  ou  então  pelo  direito  divino.  Se  baseia  na  admiração pessoal ao líder. 

Outra  forma  de  poder  é  o  poder  legal.  Ou  seja,  fundamentado  na  legalidade.  As legitimidades  do  poder  são  formalizadas  nos  critérios  da  lei.  Como  um  presidente  da república. 

Os  funcionários  administrativos  do  Estado  nem  sempre  consideram  esses fundamentos da  legitimidade, motivo  suficiente  p ara obedecer  o  detentor  do  poder.  Eles obedecem  ao  Estado  por  interesses  pessoais.  Ou  seja,  pela  retribuição  material  e prestigio social, acompanhados do medo de perder tais bens. 

Weber  também  fala  da   administração.  Ele  divide  a  administração  em  duas formas.  Na  primeira,  os  líderes  são  proprietários  dos  meios  de  gestão.  Como  no feudalismo,  que  o  aparato  administrativo  está  na  mão  de  senhores  feudais  e  não  do  rei. Na  segunda,  o  Estado  é  responsável  pela  gestão,  a  centralização  do  poder.  

Diferencia  ainda  quem  vive  “da”  política  de  quem  vive  para  a   política.  Quem vive  da  política  depende  dela  financeiramente,  sempre  leva  o  aspecto  de  seu  pagamento em  questão.  Este  profissional  normalmente  segue  a  área  do  jornalismo  ou  dos  encargos burocráticos.  Já  quem  vive  para  a  política  está  feliz  com  o  fato  de  possuir  o  poder.  Não reclama  do  s eu  salário  pois  esse  profissional  já  contem  renda  própria.  A  alegria  está  no sentimento de poder. 

O  homem  político  possui  três  qualidades  determinantes.  A  primeira  é  a  paixão pela sua  tarefa, a  devoção  a ela.  A  segunda é o  sentimento  de responsabilidade , que sem ele,  a  atividade  política  seria  falha.  E  por  último,  o  senso  de  proporção,  saber  a  hora  de agir  severamente  e  quando  não.  “Faz-se  a  política  usando  a  cabeça  e  não  as  demais partes do corpo.”

Por  fim  analisa  a  ética  e  sua  relação  com  a  política.  Problematiza  o  fato  de  a  ética absoluta  não  se  preocupa  com  a  consequência.  Weber  divide  então  a  ética  em  máximas. A  ética  da  convicção,  devemos  re alizar  nosso  dever  independente  das  consequências .  E a  ética  da  responsabilidade,  a  qual  se  baseia  que  devemos  nos  atentar  as  consequências possíveis.   

Weber  finaliza  constatando  que  as  duas  éticas  se  completam  p ara  formar  um  homem com vocação política.   

*WEBER,  Max.  “A  Política  como  vocação”.  Em  Ciência  e  política:  duas vocações. São Paulo: Ed. Cultrix, 1993, pp. 106

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